tenho acompanhado algumas discussões sobre cursos de mestrado/doutorado e especializações e muita gente tem se mostrado indignada com a desproporção entre a grande quantidade de pós-graduações oferecidas e a baixa qualidade de alguns cursos.
escolher o curso apenas pelo prestígio da instituição não é a opção mais adequada, até porque eu tenho visto muita instituição renomada criando cursos que são verdadeiros caça-níqueis. acho louvável a iniciativa de abrir um curso de pós-graduação, mas isso não é um cursinho qualquer, é algo que confere um título a uma pessoa que depois vai pro mercado de trabalho ou então dar aula em alguma universidade.
pra quem vai fazer uma pós, acho que antes de tudo, até mesmo de escolher o orientador, o importante é estudar o curso, fazer um trabalho arduamente investigativo: checar o histórico do curso, há quanto tempo existe, quais as avaliações que recebeu, pesquisar os trabalhos publicados pelos alunos e pelos professores, checar os convênios que mantêm, as oportunidades que oferece de pesquisa no exterior, observar beeem os títulos das disciplinas oferecidas e solicitar a súmula de cada uma, se informar sobre a atuação do programa nas associações e sociedades de estudos da área, enfim, dissecar o máximo possível pra ver se realmente vale a pena. e eu não digo isso apenas pra quem vai fazer uma pós numa universidade privada, já que a questão do dinheiro a ser gasto com o curso pesa bastante. digo também pra quem vai pra uma federal, pois de que adianta fazer um curso de graça se o a pessoa sai de lá pior do que entrou?
por fim, acho que os processos de validação e fiscalizaçãos dos cursos de pós-graduação deveriam ser mais rígidos. de que adianta aprovar um curso sobre um tema do qual os professores do programa não têm a mínima noção? aliás, não sei como aprovam isso. tem que exigir um doutorado, tem que exigir produção anual mínima, tem que exigir descrição dos conteúdos pra ver se são compatíveis com a área, tem que exigir dos alunos, tem que exigir um montão de coisas que hoje, se na teoria são exigidas, na prática não tem sido tão consideradas assim.



