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compós 2008

Junho 9, 2008 · 1 Comentário

Semana passada estive em São Paulo participando da Compós. Como alguns disseram, fiz o meu debut no GT de Cibercultura, apresentando meu traballho sobre folksonomia. Pra quem não conhece a dinâmica do GT, funciona assim: dentre os textos enviados são selecionados dez. Cada participante tem vinte minutos para apresentar seu trabalho e logo depois é relatado por outro participante do GT. Os relatos são previamente trocados entre os participantes, para que uma réplica possa ser construída com calma e fundamentação (assim como o relato). Esse ano ficou combinado que não haveria tréplica, devido ao tempo de apresentação e discussão de cada trabalho.

No meu caso, quem me relatou foi a Fernanda Bruno, da UFRJ. Logo que li o relato fiquei aliviada (claro, néééamm hehehe) e muito contente :) Fernanda fez considerações e questionamentos altamente relevantes para minha pesquisa, bem como outros participantes do GT que comentaram e questionaram partes do meu artigo. Posso dizer que, em termos de aproveitamento, com certeza a Compós é o congresso brasileiro onde mais se pode discutir e realmente voltar pra casa com quase outro artigo pronto na cabeça. Foi muito bom!

Destaco aqui os trabalhos que mais gostei: da Fernanda Bruno; da Sandra Montardo e da Liliane Passerino; da Maria Cristina Franco Ferraz; do Vinícius Pereira. Excelentes! Estão todos no site da Compós (é só acessar a biblioteca digitando parte do nome dos autores ou do título do texto).

Além das risadas com as amigas, uma sobremesa divina de churros e sorvete, a outra parte boa da ida à São Paulo, além da Compós, foi uma visita ao Google, a convite do André Pecini, que há três meses está trabalhando lá e, gentilmente, me convidou pra um almoço/tour pelos dois andares que a sede de São Paulo ocupa num prédio da Brigadeiro Faria Lima.

Sim, é a Disney dos Nerds! Fliperama e pembolim (totó) no refeitório, pufs coloridos gigantes nos lounges, TVs, impressoras com nome de jogadores de futebol, máquinas de café, comidas por tudo, salas com nome de lugares e brinquedos e estações de trabalho lotadas de quinquilharias nerds (acho que o que mais vi foi coisa de Star Wars). O lounge mais concorrido, obviamente, é aquele que tem os videogames (todos os consoles e controles, sim!), uma mesa de sinuca, um fliperama do Star Wars (claro) e coincidentemente uma geladeira da Red Bull. Eu conseguiria passar muitas horas nesse lounge, definitivamente heheheh J Óbvio que eu não poderia perder a chance de jogar um guitar hero no Google; assim já experimentei a guitarra do Xbox, com a qual nunca tinha jogado.

Na volta um pouco de stress em aeroporto, aquela falta de respeito com os consumidores, comum das companhias aéreas brasileiras (nos deixaram 50 minutos dentro do avião, parado na pista, quase nos matando de calor), mas nada que a chegada em casa não amenize. Passei o fim-de-semana trancada em casa, só matando a saudade do Tugo, comendo, estudando e jogando videogame… ô vida! :)

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Sound Index

Maio 20, 2008 · 1 Comentário

a BBC lançou o Sound Index, um indexador de artistas e faixas cujos resultados são gerados a partir da atividade dos internautas no Bebo, MySpace, Last.FM, iTunes, Google and YouTube.

a cada seis horas o sistema fornece o Top 1000 de artistas e músicas mais populares na web. quais os critérios de busca? as interações, os links, os downloads, as tags…!! Para construir o tal Top 1000 o sistema vai fuçando esses sites e coletando os dados com base no que as pessoas escrevem, escutam, assistem e baixam (música ou artista). quanto mais um artista ou música é mencionado em um blog, mais comentado, mais tocado, mais baixado, mais sobe no tal Top 1000. como eles mesmos se definem: “the system is a music buzz index controlled entirelly by the public“.

o Sound Index também permite que se monte um index próprio, escolhendo quais gêneros musicais, a audiência (sexo, idade e região) e a fonte onde o sistema vai buscar os dados. no meu caso funcionou muito bem. O índex que o sistema me retornou a partir das definições que eu forneci foi excelente: veio Beatles, Quen, Coldplay, Madonna, Green Day; Gorillaz, Pearl Jam, ok GO, Audioslave, Counting Crows, enfim… maioria esmagadora composta por artistas que eu gosto.

ele demora pra completar toda o índex de gêneros definidos pelo usuário, mas mesmo assim é excelente em termos de resultado, aliando qualidade e quantidade. Mas o que mais achei interessante é que o site tem dois usos já de cara: 1) saber o que ta bombando por aí e 2) saber do que EU mais gosto que tem bombado por aí. individual ou coletivo? Sound Index é bi :P funciona como ferramenta de buscas, baseada na atividade da massa digital e ainda é útil para o uso individual… hibridozinho o negócio, não? como diz nas legendas de Orkut: A-DOOOO-RO!!!

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web 3.0 no forno

Fevereiro 16, 2008 · 1 Comentário

o mais difícil em fazer pesquisa na área de cibercultura é acompanhar a velocidade do surgimento de novidades. sempre digo isso e também ouço isso de gente que convive comigo e me pergunta como eu faço pra estar por dentro de tudo. na verdade eu não faço, eu tento. e acredito que não consiga saber nem a metade do que eu queria hehehe. mas, são ossos do ofício de quem trabalha com isso e tem que se controlar pra não virar um neurótico do RSS nem um prisioneiro do monitor.

bom, introdução, acredito que, condizente com o fato de algumas pessoas mal estarem sabendo o que é web 2.0 e já existirem muitos textos sobre web 3.0. mas, como muitos já devem saber, web 3.0 é, como a web 2.0,  mais uma denominação para algo que já se vem tentando fazer com a web há bastante tempo, torná-la semântica. logo, web 3.0 é a tão sonhada web semântica.

hoje, no ReadWriteWeb tem um post com 11 coisas para saber sobre a web semântica. o último item traz o ponto de transição, a ponte entre a web 2.0 e a web 3.0:

11. Semantic Web will leverage the “community” to add structure and this will use some techniques from first generation Social Networking. But it is very unlikely that Semantic Web will emerge from the walled gardens of current social networking sites. The winners will know how to motivate community to provide structure and will provide the tools that make the structuring so easy that nobody knows they are doing anything so boring as structuring. That is the big lesson from Web 2.0 that will be applied in the Semantic Web.

eu, que li o post na ordem início/fim e não hipertextualmente, lendo o item 4 pra depois ler o 2, o 8 e o 9 hehehe, ao ler o último item imediatamente me lembrei do primeiro:

1. You don’t need to apologize for calling it Web 3.0. Of course the Web does not upgrade in one go like a company switching to Vista. But there is a definite phase transition from current technologies. My personal Web 3.0 definition is “the combination of Web 2.0 mass collaboration with structured databases”.

Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, quando publicaram o artigo propondo a web semântica talvez nem imaginassem o que viria logo em seguida, com a questão da folksonomia. será? acho brabo hehehe. o fato é que depois que Berners-Lee entregou sua filha ao mundo, nada mais teve controle, no sentido de criação e adaptação. a apropriação social deu forma a instrumentos de publicação e logo a web se tornou web 2.0, já trazendo os indícios de uma web 3.0. enquanto os caras trabalhavam criando padrões para a publicação das páginas, a folksonomia surgiu através de ferramentas que foram disponibilizadas aos internautas e permitiram que além de inserir informação na web, eles passassem a gerenciá-la.

ao contrário de sistemas operacionais como o ruindows vista, que são desenvolvidos a portas fechadas e saem cheios de bugs que não podem ser consertados pelo usuário, a folksonomia como gerenciamento de informação é instantânea (alguns autores colocam como característica da prática o feedback imediato- Mathes, 2004; Udell, 2004; Quintarelli, 2005). essa tag não é boa? não é tão utilizada quanto você pensava? as pessoas não vão encontrar a informações através dessa tag? simples, troca. qualquer usuário está apto a modificar as etiquetas e assim, ao invés de um sistema pronto, estático, cujas alterações só podem ser feitas por programadores, sistemas folksonômicos se modificam instantaneamente ao surgimento das necessidades dos usuários.

não quero arruinar com os projetos do W3C, muito menos dizer que são inúteis, muito pelo contrário. a padronização na Rede é sim necessária, por mais descentralizado que o ambiente seja, mas o uso de formas padronizadas facilita o acesso, com certeza. o que me anima com a folksonomia é a apropriação social que causa a histeria de profissionais da informação que se escandalizam com a prática desse vocabulário descontrolado e tentam instaurar mecanismos de ordenação que não fazem o menor sentido num processo que pressupõe a liberdade de criação (alguns autores propõem a inclusão de tesauros, controle de tags e outras práticas que limitariam a criação de tags pelos usuários).

acho que é preciso amadurecer a folksonomia, incorporá-la em mecanismos de busca e em outras ferramentas e observar, atentamente, como os internautas vão se comportar com a possibilidade de estruturar a informação. quanto à web 3.0, me parece que o caminho é esse e que não estamos tão longe de um espaço virtual onde máquinas e seres humanos realmente interajam em torno dos significados. no momento em que se percebe a web como um espaço coletivo e não como um mar de páginas para serem meramente navegáveis e clicáveis é preciso também aceitar que não adiante fechar as portas, as janelas e baixar as cortinas pra que ninguém saiba o que está por trás de um sistema. de um jeito ou de outro o esquema vai ser burlado ou então perder a freguesia. a web 2.0 já vem com essa idéia de crença na inteligência coletiva e na utilização dos usuários como co-desenvolvedores. felizmente a colaboração tomou um caminho sem volta, começando na web 2.0 e sendo fundamental para a concretização da web 3.0, 4.0, 5.0….

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Yahoo! integra del.icio.us nos resultados de busca

Janeiro 22, 2008 · 1 Comentário

estou começando a achar respostas para algumas das minhas questões em relação a folksonomia. o sistema de buscas Yahoo! está testando o oferecimento de resultados com bookmarks do del.icio.us. eu sempre quis saber como os sistemas de busca iam integrar as informações com tags nos seus resultados e parece que o Yahoo! é o primeiro a tentar encontrar uma maneira pra isso.

li nos posts do Michael Arrington no TechCrunch e no da Lisa Barone no Bruce Clay.

Arrington explica que os usuários verão ícones do del.icio.us nos resultados das buscas feitas no Yahoo! e assim poderão ver quantas pessoas já salavaram a página como bookmark no del.icio.us e também quantas tags aquela página já recebeu.

Barone, empolgadíssima com a novidade, acha ótima a integração entre os sistemas, mas traz questões como: o sistema poderia confundir quem não sabe o que o ícone do del.icio.us significa?  isso pode aumentar a visibilidade do social bookmarking?

ela diz que não consegue perceber como isso pode ter algum sucesso e acha que a manutenção dessa integração pode gerar especulações de que o Yahoo! estaria favorecendo páginas do del.icio.us (o Yahoo! comprou o del.icio.us em 2005).

não sei, não sei. eu como uma boa entusiasta disso tudo acho que é um esforço primário, uma tentativa inicial de expandir a utilidade das tags aos que não tem contato com a folksonomia. se o sistema é deles, porque não usar? as duas coisas funcionam pra recuperar informações, porque não integrá-las? o problema é chegar a um uso confiável e eficiente, o que nem mesmo os sistemas de busca que não integram esse tipo de resultado ainda não conseguiram. enfim… esse post me inspirou. vou voltar pro meu artigo :P

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e-compós

Dezembro 7, 2007 · 2 Comentários

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