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mc: ex-desempregada

Março 18, 2008 · 9 Comentários

no fim do ano passado, com o mestrado acabando eu já estava vendo a hora que teria que fazer minhas malinhas e voltar pra casa com o rabinho entre as pernas. não conseguia emprego de jeito nenhum.

num belo dia, com a irritação no nível máximo, comecei a navegar na web em busca de agências que talvez se interessassem pelo meu conhecimento em web e quisessem arriscar a contratar uma jornalista com mestrado, mas praticamente inexperiente no mercado. o resultado dessa navegação foi o envio de currículo para 17 agências. sabem quantas me responderam? sabem? sabem? 1! uma! umazinha só!

a resposta começava positiva. dizia que havia um grande interesse numa pessoa com o meu perfil, propunha um trabalho com web exatamente no formato que eu pensava executar se fosse contratada por alguma agência. poréééém, terminava dizendo que não era nada pro momento, mas algo pro futuro e que se eu estivesse disposta e livre quando isso se concretizasse, um novo contato seria feito.

e foi! semana passada recebi um e-mail, ontem fiz a entrevista e hoje sou uma ex-desempregada da fila do susssssss hehehehe

se vai dar certo? não sei. se eu vou gostar? acredito que sim, e muito. posso até me enganar, mas já era hora de eu aprender um pouco do mercado e botar em prática o que aprendi nesses seis anos de graduação/pós-graduação.

e como eu sempre digo: sou brasileira, e não desisto NUNCA :D

ps: a sorte do orkut tem me dado ME-DO! ontem era: você irá aproveitar uma oportunidade em breve :P

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onde está minha vaga?

Março 10, 2008 · 4 Comentários

update do dia 10/03: eu disse!!!!

de cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007, 14 conseguiram.

a décima quinta sou eu!!!!

siiiiiiiimmmm!!!! e eu já estou cansada de ouvir frases como: “ah, calma, uma hora aparece alguma coisa” ou então “pois é, tá um horror. também não consigo”, ou então a melhor de todas (geralmente, e diariamente, vinda da minha mãe) “ah, mas tu é preparada, tu é inteligente. nem pensa em voltar pra Pelotas, fica aí que daqui a pouco tu consegue”.

estava aqui no computador, com a tv ligada, quando ouvi a chamada do Fantástico pra uma matéria com dicas para quem quer emprego. no msn com uma amiga, na mesma situação que a minha, começamos a dar risada (pra não chorar), só esperando o que viria da tal matéria. o G1 publicou:

Tem gente que está procurando emprego e não acha. E tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos certos.

será que se eu sair com um cartaz pendurado no pescoço e ir pra porta das empresas eles me enxergam? (já que meu currículo deve ter chegado até na mão do papa, de tantos lugares pros quais enviei).

Mas estamos falando da quantidade de vagas, e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas pesquisas não mostram.

A primeira é o grau de satisfação de quem está empregado. Com a função, o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto. E a segunda coisa é que muitos profissionais não estão atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.

então que vêm as tais dicas pra quem está procurando emprego:

Primeira - Quem é jovem não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego. O ideal é começar a trabalhar entre os 18 e os 20 anos. As empresas dão preferência à combinação de escolaridade com experiência prática.

sim. eu pequei nesse quesito. fora alguns poucos trabalhos/estágios que fiz ao longo da faculdade, meu currículo não é um exemplo de experiência prática em jornalismo. mas assim como vou dizer mais adiante, eu não pensava no salário, eu pensava era em me aperfeiçoar ao máximo para “o” emprego que eu queria.

Segunda - Se não houver uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando pela vaga perfeita. No mercado de trabalho, quem espera sempre cansa.
não. eu não estou esperando sentada em casa. já tomei consciência que não posso me deter em buscar apenas uma vaga de professora e já mandei currículo para empregos que com certeza não são o que eu sonho pra mim (não, ainda não ofereci meu corpo na esquina, mas já me candidatei a vaga de secretária, digitadora e outras coisas do tipo. não é que eu esteja desmerecendo tais profissões/atividades, mas é decepcionante passar anos estudando feito louca para ser recusada até para vagas que oferecem 500 pila de salário).

Terceira - Estude. Não importa se você tem 20 ou 40 anos. Um curso superior já foi um diferencial. Atualmente, passou a ser um pré-requisito. Um diploma que parece não fazer falta hoje, fará muita falta amanhã.

não terminei o direito e infelizmente tive que pôr nas costas do meu pai mais quatro anos de universidade particular. obviamente não tenho do que reclamar já que fiz um mestrado numa universidade pública, assim como estou fazendo o doutorado. mas sem emprego, sem bolsa, com um bando de contas pra pagar é difícil fazer outros cursos de aperfeiçoamento ou até mesmo outra graduação.

Quarta - Acerte no curso. Uma coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber se vão existir oportunidades naquela área. Uma das maiores consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007, para as vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas e Informática.

putz! eu já quis fazer informática! e acabei desistindo pelo direito, do qual desisti pela comunicação. e não. eu NUNCA pensei no salário que eu ganharia depois. com 17 anos eu só pensava em estudar o que eu gostava. se eu faria informática hoje? com toda a certeza do mundo! porém, acho que meu momento não é o certo pra outra graduação.

não vou comentar sobre isso, mas outra coisa que me irrita muito é a questão da desvalorização/exploração profissional. mas isso é coisa pra outro post. até porque esse assunto me deixa nervosa e se eu continuar escrevendo sobre isso lá se vai meu humor pra acordar na segunda-feira.

enfim… um desabafo de uma coisa que vem há meses me tirando o sono, me deixando uma pessoa chata e sem esperança de algo bom e/ou decente nesse país.

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