ao contrário da qualificação, fui bem calma pra defesa final. só comecei a tremer nos primeiros minutos da apresentação. também ao contrário da qualificação, dessa vez a coisa foi punk. além de tremer na base com alguns questionamentos eu ficava mais apavorada ao ver de canto de olho o pescoço da minha mãe virando de um lado pro outro, da banca pra mim, de mim pra banca. eu já estava achando que ela ia avançar em alguém ahauahuahauahua.
meu ego teve duas horas de sobe-desce, duas horas de pavor e pânico e duas horas de gratificação. por mais que alguns deslizes tenham sido apontados, acredito que não foi nada grave. minha banca foi fantástica. dissecaram meu trabalho e assim, além de contribuírem imensamente pro aperfeiçoamento da fundamentação teórica e da análise, apresentaram questionamentos interessantíssimos e isso obviamente vai ser muito útil daqui pra frente.
foram duas horas que me fizeram perceber que apesar de engordar, roer as unhas, fumar trocentos cigarros, chorar, espernear, passar noites em claro ou acordando de preocupação com o trabalho, valeu muito a pena. não tem nada que supere a sensação de missão cumprida
queria agradecer aqui de uma forma que ontem não consegui expressar. na hora da aprovação não tive reação, apenas um sorriso bobo na cara. mas eu sou assim. minha ficha só cai depois de um tempo e acabei não expressando minha gratidão por todos que participaram disso comigo.
OBRIGADA:
primeiro aos meus pais. saíram do sossego das férias, enfrentaram 9 horas de ônibus pra ficar mais 2 sentados ouvindo uma banca e uma mestranda discutindo sem poder intervir hehehe. mesmo assim choraram e riram ao mesmo tempo de tão felizes. meu pai disse que eu dou trabalho, mas dou retorno
e minha mãe até pediu pro Alex ser bonzinho comigo (ela não sabia que o orientador não questiona hehehe). `a minha irmã, que me prometeu ler toda a dissertação heheheh
ao Alex. orientador camarada que fez minha primeira orientação com uma taça de champagne na mão (e eu com outra, claro). dava mijada, puxava minhas orelhas, mas não deixava a preguiça me vencer. botou fé nas minhas idéias, acrescentou outras e despertou ainda mais meu interesse pela pesquisa. me sacaneou com tirinhas cômicas e ainda teve coragem (e saco) pra me aceitar por mais 3 ou 4 anos.
`a banca. pelos questionamentos, apontamentos, correções, sugestões, elogios e paciência. preparam aula, corrigem provas, orientam trocentos alunos e ainda têm fôlego mais que suficiente pra esmiuçar um trabalho e contribuir pro crescimento de quem avaliam. sem palavras…
aos amigos, colegas e professores que foram me ouvir, pela paciência também, pelo carinho e motivação pré-banca. quem foi e quem não foi, quem chegou depois, quem ficou até o fim e quem foi bebemorar comigo depois. o apoio dessas pessoas me abre um sorriso de orelha a orelha
ao meu amô, que ficou preso no hospital, mas que chegou no finzinho pra me dar um beijão. que aturou meu surtos, meu mau-humor, que me levou no centro de memória da puc, que pega livros de medicina pra mim, que me mima todos os dias, acredita em mim e sempre me diz que as coisas vão acontecer quando meu pessimismo toma conta. ah, e que vai usar meu resumo sobre memória pra estudar pra residência ahahahahah
enfim, dissertação defendida, um belo de um A e muita cerveja encerraram essa etapa. e agora deu de sentimentalismo que a folha com os post-its dos deadlines está me olhando e eu ainda tenho mais um bom tempo de pesquisa pela frente
ah, e agora eu sou mestre, tá? e eu também sou doutoranda! e eu tô me achando, mas eu posso, porque eu sou mestre! e doutoranda, também, tá?! ahahahahahahaha




