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vai um link aí?

Março 6, 2008 · Não Há Comentários

o Alex fez um post questionando e apresentando argumentos de Por que o webjornalismo participativo é relevante para o próprio pensar sobre o jornalismo?* depois de sua participação na banca da Cris. anteontem, ela defendeu sua dissertação O perfil da notícia no webjornalismo participativo: uma análise do canal vc repórter, do Portal Terra. enquanto Alex se volta para o fato de que está mais do que na hora de se repensar muitos conceitos e teorias do jornalismo, uma das coisas que me chamou muito a atenção foi a questão da hipertextualidade (dã, que óbvio, néam :P).

a Cris analisou a quantidade de matérias com e sem links e logo eu me questionei quem era o responsável pela criação desses links. sendo o texto, teoricamente, escrito pelos internautas que os enviam ao vc repórter, seriam eles mesmos que estariam criando os links dessas matérias? logo a questão foi feita pela banca. a resposta foi dúbia, devido ao fato de que Cris não teve o acesso que gostaria à redação do Terra para a realização da pesquisa. porém, foi unânime a opinião de banca e da mestranda (agora mestre) de que os links devem, provavelmente, ser criados pela redação do canal. em seguida a discussão rumou para a relevância do conteúdo desses links.

hoje, navegando pelos meus feeds, comecei a observar os links, ou até mesmo a ausência deles, nas páginas que acessava. é fácil gritar aos quatro ventos que estamos na web 2.0. é fácil dizer “ah, minha empresa está na web”, “mas é claro que temos um site”, “meus alunos têm blogs” e por aí vai. mas, quando se entra em determinadas páginas, a sensação é a mesma de se estar utilizando uma mídia impressa, ou algo até mesmo sem definição midiática.

alguns exemplos:

- páginas que pensam que linkam, colocando o endereço no meio da frase e obrigando o internauta a selecionar o link (muitas vezes gigantesco), copiar, abrir uma nova aba ou janela do navegador, colar e só então acessar o endereço. ex: “acesse mais informações através do site www.acesseosite/seçãodeacesso%20%_4386&#sueltnaod.firtna_/fdjveroanfirossn$¨9274.html”

- links bate-volta: aquele que você clica e volta pro mesmo portal/página: ex: um texto/matéria que cita uma informação e manda você clicar num link que te leva pra página inicial e não pra onde a informação citada realmente está. é um caso típico de analfabetismo hipertextual. ocorre também com blogs que não possuem permalinks e que assim não possibilitaque posts específicos sejam linkados por outras pessoas.

- links quebrados: o Ted Nelson já falava neles quando mencionava a questão da bidirecionalidade. caso típico decorrente da falta de pessoal responsável pela atualização/manutenção do site. ou também porque o dono do site não pagou o servidor, não viu que o site onde hospeda as informações (imagens/áudios) não existe mais, enfim… relapso, relapso…

- não-links: também relacionado com a bidirecionalidade. quando você está navegando num site e acaba numa página sem nenhum link que lhe permita voltar para a página anterior, ou principal. o único jeito é dar um F5, acessar a home novamente e se quiser voltar para onde estava, refazer todo o caminho feito na navegação anterior. dica tosca: abra o note e copie e cole os endereços que você acessou, pra não se perder fazendo tudo de novo :P.

- ____: ausência de links. típico caso de auto-exibição, egocentrismo e necessidade obssessiva-compulsiva de estar na web. decorrente da escuta de frases como “se não está na web, no Google, não existe”. aí o cara vai lá, cria uma página, não linka nada e pensa que vai ser achado.

- linklinklink: textos que a pessoa não entende se não clicar nos links. peca pela excessividade.

sem contar nos links desnecessários, que não levam a nada e que realmente não precisariam existir. enfim, estamos na web 2.0, ainda que em alguns aspectos, aos trancos e barrancos.

* título do post

Categorias: hipertexto · internet/web/web2.0 · jornalismo · mestrado · pesquisa/pós-graduação
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