duas coisas legais, uma no Rio, outra em POA.
1º:
dia 18 de fevereiro, no auditório do campus II da FACHA, O Mercado e o Ensino de Jornalismo Online será o tema da primeira edição de 2008 do JW nas Universidades.
gostei da dupla abordagem: mercado e ensino. não adianta reclamar das dificuldades de se conseguir um emprego com salário decente (que ao menos sustente a criatura, já que a famosa “qualidadevida” é quase inviável com os salários miseráveis oferecidos à maioria dos jornalistas) sem pensar que o problema tem origens lá na graduação. e não estou criticando apenas os cursos, com currículos desatualizados que pouca, ou quase nenhuma, bola dão para as novas tecnologias. estou botando a culpa também naqueles alunos que acham que só marcar presença nas aulas e entregar o que os professores pedem, e olhe lá, é suficiente pra encarar o que vem depois; e também nos professores que não movem uma palha pra se atualizar e que não instigam os alunos a buscar outros meios de aprendizado fora da faculdade.
→ as palestras serão transmitidas na web, através de um link que será disponibilizado no site do evento alguns dias antes do dia 28.
2º:
dica da Sandra. FILE 08 - Mostra Cultural Festival Internacional de Linguagem Eletrônica/Electronic Language International Festival, de 20 de fevereiro à 20 de março, no Santander Cultural. quase como uma tag cloud, o site disponibiliza algumas das categorias (algumas já extintas) presentes na mostra, que já acontece à oito anos.
Web art, Net art, Web Design, Vida Artificial, Java Art, VRML, e-filmes, Simulação e Modelagem, Animação Interativa, Hipertexto, Web Filme Interativo, Panoramas, Software Art, Code Art, Code Poetry, Minimal Code, Programing Languages, Existing Software Manipulations, Artistic re-packaging, Generative Art, Algorithmic Audio, Software Art, Instalações interativas, Sound art, Game art, Animações Computadorizadas, Inteligência Artificial, Screenings.
segundo o site, Porto Alegre terá uma visão abrangente das manifestações estéticas produzidas para a cultura digital na primeira década do século XXI.
EU VOU!!! ![]()




6 respostas so far ↓
Gilberto Consoni // Fevereiro 20, 2008 às 2:41 am
Essa questão do ensino é um tema que sempre gosto de comentar. Vi que falasses que têm professores que não se atualizam e tal, mas que a culpa muitas vezes é dos próprios alunos. Concordo plenamente com isso, pois acho que os alunos devem correr atrás do que aspiram em suas carreiras. Não ver a graduação como um tempo de estudo e festas de faculdade e cair na real atrás de estágios, pesquisas, extensão, projetos, etc, que contribuam para sua vida profissional quando terminarem a faculdade.
Vejo que alguns cursos já estão se atualizando frente as mudanças com as tecnologias de ponta que mudam a comunicação. Porém, as tecnologias mudam de tal forma que os cursos não acompanham. Por isso, mais do que nunca, a pesquisa é essencial em nossa área. Pena que não é o que vejo acontecer. Lembro de quando estava na graduação que havia apenas uns três professores que se dedicavam à pesquisa. Então, se em todo um curso de graduação só três professores pesquisavam, o que podemos esperar dos alunos em relação às novidades de tais tecnologias? :/
(importante lembrar de diversos alunos que correram atrás e fizeram suas pesquisas na mesma faculdade, um exemplo legal foi o Rafael, que ficou em segundo lugar em sua categoria no Intercom desse ano)
Legal a dica do festival em Poa.
TAMBÉM VOU
mc // Fevereiro 20, 2008 às 5:37 pm
pois é, Gilberto, mas nem todo mundo corre atrás na faculdade. deixam pra correr depois e aí ficam resmungando aos quatro cantos de que não conseguem um salário decente. lamentável, buuuut, é fato.
concordo contigo que acompanhar as tecnologias é difícil pros cursos. tem o currículo, que não pode ficar mudando a toda hora, estrutura, verba, etc. etc. mas aí quando falas da necessidade da pesquisa, eu já discordo um pouco. não que eu não ache fundamental, mas temos que pensar que nem todo mundo quer ser pesquisador (ainda bem hehehe). acho sim que falta professor interessado e atuante na pesquisa, mas acho também que o caminho não deve ser enfiar todos os alunos na iniciação científica. tem gente que realmente faz faculdade pra botar a mão na massa e não pra ficar matutando idéias em cima de livros e artigos. acho que os cursos precisam de mais matérias teórico-científicas, no sentido de dar uma base mais forte sobre como e porque fazer pesquisa, apresentar mais autores, mais meios de encontrar informação científica e tal. acho que isso já é um caminho que vai despertar o interesse de muitos pela pesquisa, mas também vai fortalecer as bases de conhecimento daqueles que querem mesmo trabalhar nas redações, ser repórteres, apresentar um jornal ou até mesmo em outros casos mais práticos de publicidade e relações públicas. outra coisa, por acaso algum professor te falou na faculdade que tu podia ter uma bolsa de pesquisa? que tu poderia iniciar a tua carreira de pesquisador na graduação? se te falaram, sorte a tua. pra mim ninguém falou nada. eu descobri por que vi o cartaz do ciência em consciência em 2003 e fui fuxicar o que era aquilo. procurei a raquel e eis então que descobri que podia pesquisar. mas nunca, nenhum professor disse em aula alguma que isso era possível na universidade (e sim, pode me chamar de alienada porque naquela época eu não sabia disso, mas garanto que tá cheio de gente na faculdade que também não sabe).
na minha época de faculdade (não faz tanto tempo hehehe) todo mundo reclamava das aulas teóricas e berravam em altos brados por mais prática. só que, na verdade, eu acho que tinha que ter mais teoria, mais aulas sobre metodologia com o objetivo de formar profissionais com um mínimo de conhecimento sobre pesquisa, que muitas vezes a prática também exige.
enfim, acho que as tecnologias digitais são um excelente instrumento a ser usado em aulas teóricas. e assim, capazes até de despertarem a paixão dos “praticomaníacos” pela teoria hehehe
mc // Fevereiro 20, 2008 às 6:31 pm
nada de muito profundo, mas tem a ver com a discussão: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=473DAC001
Gilberto Consoni // Fevereiro 20, 2008 às 10:30 pm
Concordo em todos os aspectos e realmente é bom que nem todos queiram só pesquisa, pois o equilíbrio é importante e necessário, como colocas bem em vários pontos. Me refiro a quase nenhuma pesquisa do próprios professores, nem chego na questão dos alunos. Pois, esses sim têm obrigação de estarem pesquisando para se manter informado das novidades e estudar suas possibilidades.
A Raquel que colocas aqui também foi a única a incentivar-me tal interesse. Lembro que a procurei depois de decidir fazer mestrado lá pela metade do curso e passei a conhecer o mundo acadêmico que não sabia muita coisa [leia-se nada]. Não lembro de alguém oferecer bolsa. Na verdade, lembro era das desvantagens que possuía por não ser bolsista. Por exemplo, no próprio congresso da UCPel, “minha universidade”, era impedido de apresentar as pesquisas, pois isso era exclusivo a bolsistas.
Mas, voltando a questão de pesquisas na graduação. A Raquel é um exemplo de professor pesquisador que julgo faltar nas universidades [ao menos na que cursei a graduação]. As disciplinas dela estão relacionadas à Internet, tema que ela está sempre envolvida com suas pesquisas. Por isso, está sempre atualizada para ensinar seus alunos. Por exemplo, a questão do uso do Twitter. Posso estar errado, mas tenho visto que ela tem se informado bastante dessa nova ferramenta e percebeu algumas possibilidades [talvez incentivada pelo tema do TCC da Gabi] para o seu uso no jornalismo.
O legal é que nessa semana iniciaram as aulas na UCPel, nossa antiga faculdade, e adivinha qual foi a primeira novidade apresentado pela Raquel na aula (Jornalismo Online ou Comunicação e Multimídia, não sei ao certo). Ela fez os alunos a criarem contas no Twiter para aprenderem mais essa possibilidade de uso para o jornalismo. Uso na prática que ela conhece ao fazer pesquisas. Como ela fez com minha antiga turma ao apresentar o blogs há alguns anos.
São por exemplos desses que acho que os “professores” devem estar mais envolvidos com a pesquisa, não necessariamente com a iniciação científica, mesmo que o fim seja à prática da profissão.
mc // Fevereiro 20, 2008 às 10:54 pm
ah sim, concordo contigo gilberto. é brabo tu chegar em aula e ver o professor abrir um “caderno” com as folhas já amareladas para dar aula (ou seja, as aulas dele são as mesmas há 200) anos. e pior é que isso ainda acontece!!! depois eles se queixam que os alunos acham as aulas um saco. tb pudera.
quando dei aula sempre tentava mostrar uma coisa nova e era muito legal, pois aqueles que não conheciam ficavam animados e os que conheciam ficavam comentando bastante em aula. aí nas aulas posteriores sempre tinha alguém que mencionava que leu, viu ou acessou algo parecido com aquilo, ou então me chamavam no pátio da faculdade pra contar que tinham usado o sistema ou descoberto outro. a novidade instiga, desperta interesse, chama a atenção e é isso que falta em várias graduações por aí
Gabriela // Fevereiro 21, 2008 às 2:15 am
Dá tempo de começar de novo o curso só para ter aulas mais divertidas?
(e já daria para saber de cara qual dos dois seria o mais concorrido). Não adianta preparar apenas para a prática, para o aluno chegar no mercado repetindo técnicas já consagradas, sem ter nem idéia de como fazer para inovar.
Isso de que nenhum professor da graduação fala em pesquisa é fato. Se for depender apenas das aulas, a gente só vai descobrir lá pelo final do curso que existe o mundo científico e que o TCC faz parte dele. Também tomei conhecimento da pesquisa completamente por acaso, ao conversar com o Gilberto. (Aliás, isso que o Gilberto falou, do preconceito contra não-bolsistas, é terrível. Na PUCRS, teve um professor que só faltou nos expulsar da sala - ele disse algo como “vocês estão no evento errado, aqui é para bolsistas de iniciação científica”. Qual o problema em o aluno tentar construir uma pesquisa própria na graduação, pesquisar como voluntário?)
Mas, enfim… também acho que as disciplinas teóricas são subaproveitadas – o conteúdo é transmitido de uma forma tradicional, clássica, de um modo que não estimula o conhecimento, sem falar que dificilmente os professores relacionam a teoria com a prática, o que faz com que acabe parecendo que as duas coisas pertencem a mundos completamente diferentes. Se fosse para ser só prática, o curso de Jornalismo poderia ser um cursinho técnico, separado de um outro curso só de teoria da comunicação
Quanto ao uso de ferramentas diferenciadas no ensino… estou adorando ver metade da faculdade (leia-se alunos de Comunicação e Multimídia e de Jornalismo Digital) usando o Twitter
Ah, sim… os eventos parecem ser bem legais

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