outro blog de pesquisa

Entradas do Fevereiro 2008

como escolher uma pós

Fevereiro 22, 2008 · 1 Comentário

tenho acompanhado algumas discussões sobre cursos de mestrado/doutorado e especializações e muita gente tem se mostrado indignada com a desproporção entre a grande quantidade de pós-graduações oferecidas e a baixa qualidade de alguns cursos.

escolher o curso apenas pelo prestígio da instituição não é a opção mais adequada, até porque eu tenho visto muita instituição renomada criando cursos que são verdadeiros caça-níqueis. acho louvável a iniciativa de abrir um curso de pós-graduação, mas isso não é um cursinho qualquer, é algo que confere um título a uma pessoa que depois vai pro mercado de trabalho ou então dar aula em alguma universidade.

pra quem vai fazer uma pós, acho que antes de tudo, até mesmo de escolher o orientador, o importante é estudar o curso, fazer um trabalho arduamente investigativo: checar o histórico do curso, há quanto tempo existe, quais as avaliações que recebeu, pesquisar os trabalhos publicados pelos alunos e pelos professores, checar os convênios que mantêm, as oportunidades que oferece de pesquisa no exterior, observar beeem os títulos das disciplinas oferecidas e solicitar a súmula de cada uma, se informar sobre a atuação do programa nas associações e sociedades de estudos da área, enfim, dissecar o máximo possível pra ver se realmente vale a pena. e eu não digo isso apenas pra quem vai fazer uma pós numa universidade privada, já que a questão do dinheiro a ser gasto com o curso pesa bastante. digo também pra quem vai pra uma federal, pois de que adianta fazer um curso de graça se o a pessoa sai de lá pior do que entrou?

por fim, acho que os processos de validação e fiscalizaçãos dos cursos de pós-graduação deveriam ser mais rígidos. de que adianta aprovar um curso sobre um tema do qual os professores do programa não têm a mínima noção? aliás, não sei como aprovam isso. tem que exigir um doutorado, tem que exigir produção anual mínima, tem que exigir descrição dos conteúdos pra ver se são compatíveis com a área, tem que exigir dos alunos, tem que exigir um montão de coisas que hoje, se na teoria são exigidas, na prática não tem sido tão consideradas assim.

Categorias: pesquisa/pós-graduação
Tagged: , , ,

a produtividade científica no Brasil e os encostados

Fevereiro 22, 2008 · 4 Comentários

encontrei no Universia os resultados de uma Pesquisa feita pelo Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia aponta as IES que mais pesquisam no Brasil, mostrando que ainda que as instituições públicas continuem na frente, as privadas possuem um bom índice de produtividade.

de um total de 176 IES (90 públicas e 86 privadas) o estudo abrangeu 8340 federais, 14 estaduais, uma municipal e 23 privadas. as instituições públicas detêm 94,52% do total de 81.638 trabalhos publicados e as privadas 5,48%.

Tabela das instituições privadas que mais produzirem de 2001 a 2005.

 

a pesquisa também apontou o índice de produtividade:

Tabela das instituições com maior índice de produtividade.

 

o estudo colocou como requisitos para a implantação de pesquisa em uma IES um planejamento e a limitação da atividade à grupos de pesquisa experientes e capazes de gerar parte importante dos recursos necessários à sustentação de suas atividades.

Falta, por parte das públicas, uma exigência de resultados, já que ganham do governo para investir em pesquisa. E por parte das privadas, bom planejamento para que possam, com os poucos recursos que têm, fazer pesquisas competitivas“, declara Lobo.

isso é complicado e é uma das coisas que muito me incomoda. acho sim que a instituição tem que cobrar, tanto dos professores (pós-graduados e empregados numa instituição pública) quanto dos alunos. mas isso é algo implícito! ou seja, foi contratado pela universidade pra dar aula na pós? então não adianta só ir lá orientar mal e porcamente e bater o ponto todos os dias. entrou num mestrado ou num doutorado? não, meu caro, não adianta ir á aula, entregar um artigo no final da disciplina e ponto final. depois tu vai sair enchendo a boca pra reclamar que teu curso tirou uma nota baixa na avaliação da Capes. mas a culpa é de ambos, de certos professores e alunos que não se esforçam nem um pouco pra que seu programa tenha um bom rendimento. quem não conhece alguém que fez uma pós-graduação inteira sem publicar um mísero artigo? culpa de ambos: orientador que num caso desses atuou como desorientador e culpa do aluno que não moveu uma palha pra fazer algo mais do que lhe era pedido nas aulas. sem contar a quantidade de dissertações e teses aprovadasc politicamente, mas aí estarei entrando em outra questão, que não é o foco do post: a qualidade das publicações.

no ranking de produtividade a instituição privada que primeiro aparece é a PUR-RIO, em 19º lugar geral, com 1.035 trabalhos publicados. em segundo vem a PUC-RS, em 28º lugar geral e com 550 trabalhos. A UNISINOS vem em nas particulares e em 44º geral.

Instituições privadas que mais produzirem de 2001 a 2005.

o estudo explica que as IES públicas são mais avançadas e assim ficam com a maior parte das verbas de pesquisa.

Segundo o presidente de Ciências e Tecnologia da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e reitor da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), José Ivonildo do Rego, isso acontece por uma diferença de perfil do próprio setor. “Não é que haja tratamento diferenciado para as instituições públicas em detrimento das privadas na concessão dos recursos, o que acontece é que as universidades mais voltadas para a produção do conhecimento levam vantagem. Hoje, 90% da produção do conhecimento está nas universidades públicas, enquanto 80% da reprodução está nas mãos das privadas. A diferença é o foco que cada uma delas tem em relação à pesquisa, o que não quer dizer que ambas não façam bem as duas tarefas”, diz Rego.

até aí nada que tenha me espantando tanto. comecei a me preocupar quando li que nem todas as instituições que mais recebem recursos são as que mais publicam.

Tabela das 10 instituições que mais receberam recursos do CNPq entre 2001 e 2005.

levando em conta que os doutores são, em tese, os principais responsáveis pelos projetos strictu-senso, o Instituto Lobo apontou os índices de produção por doutores em tempo integral. Agora pasmem: O número total de doutores em tempo integral nas IES analisadas, segundo o Censo da Educação Superior de 2005, é de 36.363 docentes, o que resulta numa média de 2,25 trabalhos publicados por doutor no período de cinco anos.

2,25?!?!?!!!!!!! em CINCO anos?!?!!!!!

Lobo diz que é “um índice aceitável para as condições do sistema de pesquisa nacional, mas não atingidos por todas as universidades“.

não, não é aceitável de jeito nenhum. e o pior é que das 83 instituições pesquisadas 18 ultrapassaram esse número.

Tabela das 10 instituições que apresentaram os maiores índices de produção por doutor em tempo integral.

 

a pesquisa diz que em universidades com grande capacidade de captar recursos e que mesmo assim não alcançaram os resultados referentes aos índices de publicação por doutores é algo que deve ocorrer pelo fato de que esses doutores integrais, além de trabalharem com pesquisa também ingressam no campo do ensino.

parafraseando um conhecido autor, tá e daaaaaaí? isso é algo extretrreno? eu até entendo que têm pesquisas que exigem dedicação integral e tal, mas peraí. alguma coisa está muito errada.

outro dado chocante: as 83 instituições analisadas desenvolveram juntas 3.258 cursos de mestrado e doutorado. sabem quantos trabalhos por curso foram publicados? uma média de 25,06!!!!!!!

bom, pelo menos eles concordam com a insuficiência de produção: “Uma média muito baixa para programas que têm o dever de desenvolver estudos para formar mestres e doutores competentes e capacitados para o ensino e a pesquisa“, alerta Lobo.

apenas, 19 instituições atingiram um índice acima da média.

Tabela das 10 instituiçãoes que apresentaram maior número de trabalhos publicados por cursos de pós-graduação strictu-sensu.

não sei se isso é coisa de Brasil, ou de gente encostada mesmo. acredito quec isso seja mais grave nas federais, apesar dos números, em função da estabilidade, já que em universidade privada reina a política do bobeou, dançou (que eu não acho nada errada). enfim, publique esse post devido a quantidade de choros, reclamações e desilusões que vejo diariamente nas listas de pós-graduação que participo. são dados importantes e que devem ser levados em conta, certamente, no momento das concessões de verbas. tomara que sirva pra alguma coisa.

 

Categorias: pesquisa/pós-graduação
Tagged: , , , ,

darth quer colaborações. quem topa?

Fevereiro 22, 2008 · 1 Comentário

eu ia fazer um post sobre essa cooooisa, mas o gilberto publicou um antes e eu gostei bastante, então vou economizar palavras aqui e resumir minha indignação.

o desepero está atingindo níveis extremos e o medo de perder um bom pedaço da fatia de mercado está fazendo com que a “colaboração” seja vista como alternativa. entre aspas porque eu duvido que essa abertura funcione como funcionam outros sistemas colaborativos. o que eu me arrisco prever é uma montanha de processos (movidos por amabas as partes) devido ao abuso que o lado negro da força está prestes a pôr em prática e à exploração que quem se dignar a colaborar irá sofrer. vamos ver, mas não estou botando nenhum fé nessa ação mascarada de “boazinha”.

Categorias: internet/web/web2.0
Tagged: ,

um rápido comentário

Fevereiro 20, 2008 · 2 Comentários

a insistência irrita e a prepotência me lembra o Bush (que no momento deve estar contando quantos soldados vai mandar pra “democratizar” Cuba).

A Microsoft tentará convencer os acionistas do Yahoo! a nomear um novo conselho administrativo a favor da venda da empresa, informou nesta terça-feira (19) o blog Dealbook, do “The New York Times”.

Segundo o site do jornal, a companhia vai autorizar o que no meio empresarial é conhecido como compra hostil, quando a empresa compradora tenta convencer os acionistas da companhia assediada a substituir a junta diretora por dirigentes favoráveis a compra. da Folha

Categorias: internet/web/web2.0
Tagged: ,

pra conferir

Fevereiro 20, 2008 · 6 Comentários

duas coisas legais, uma no Rio, outra em POA.

1º:

JW dia 18 de fevereiro, no auditório do campus II da FACHA, O Mercado e o Ensino de Jornalismo Online será o tema da primeira edição de 2008 do JW nas Universidades.

gostei da dupla abordagem: mercado e ensino. não adianta reclamar das dificuldades de se conseguir um emprego com salário decente (que ao menos sustente a criatura, já que a famosa “qualidadevida” é quase inviável com os salários miseráveis oferecidos à maioria dos jornalistas) sem pensar que o problema tem origens lá na graduação. e não estou criticando apenas os cursos, com currículos desatualizados que pouca, ou quase nenhuma, bola dão para as novas tecnologias. estou botando a culpa também naqueles alunos que acham que só marcar presença nas aulas e entregar o que os professores pedem, e olhe lá, é suficiente pra encarar o que vem depois; e também nos professores que não movem uma palha pra se atualizar e que não instigam os alunos a buscar outros meios de aprendizado fora da faculdade.

as palestras serão transmitidas na web, através de um link que será disponibilizado no site do evento alguns dias antes do dia 28.

2º:

FILE 08dica da Sandra. FILE 08 - Mostra Cultural Festival Internacional de Linguagem Eletrônica/Electronic Language International Festival, de 20 de fevereiro à 20 de março, no Santander Cultural. quase como uma tag cloud, o site disponibiliza algumas das categorias (algumas já extintas) presentes na mostra, que já acontece à oito anos.

Web art, Net art, Web Design, Vida Artificial, Java Art, VRML, e-filmes, Simulação e Modelagem, Animação Interativa, Hipertexto, Web Filme Interativo, Panoramas, Software Art, Code Art, Code Poetry, Minimal Code, Programing Languages, Existing Software Manipulations, Artistic re-packaging, Generative Art, Algorithmic Audio, Software Art, Instalações interativas, Sound art, Game art, Animações Computadorizadas, Inteligência Artificial, Screenings.

segundo o site, Porto Alegre terá uma visão abrangente das manifestações estéticas produzidas para a cultura digital na primeira década do século XXI.

EU VOU!!! :D

Categorias: comunicação · internet/web/web2.0 · jornalismo
Tagged: , , , ,

Balzaquiana!

Fevereiro 16, 2008 · 9 Comentários

fiz um teste da ELLE: qual sua verdadeira idade? resultado:

BALZAC STYLE
Seja lá qual for a data do seu nascimento, o fato é que você já aprendeu como ser uma balzaquiana bem resolvida. Gosta de filmes europeus, trocou as baladas afterhour por restaurantes descolados, não insiste em caber nas calças da irmã caçula, ou seja, já teve a sua fase de meter o pé na jaca e hoje sabe que misturar vodca com cerveja, energético e gim tônica não é uma boa idéia. Só precisa tomar cuidado para não ficar monótona ou previsível demais, como as trintonas fãs inveteradas de Sex and the City, que não querem nem pensar em arriscar um programinha que não seja cool o suficiente.

putz! balzaquina bem resolvida é pra matar!

Categorias: frivolidades
Tagged: ,

web 3.0 no forno

Fevereiro 16, 2008 · 1 Comentário

o mais difícil em fazer pesquisa na área de cibercultura é acompanhar a velocidade do surgimento de novidades. sempre digo isso e também ouço isso de gente que convive comigo e me pergunta como eu faço pra estar por dentro de tudo. na verdade eu não faço, eu tento. e acredito que não consiga saber nem a metade do que eu queria hehehe. mas, são ossos do ofício de quem trabalha com isso e tem que se controlar pra não virar um neurótico do RSS nem um prisioneiro do monitor.

bom, introdução, acredito que, condizente com o fato de algumas pessoas mal estarem sabendo o que é web 2.0 e já existirem muitos textos sobre web 3.0. mas, como muitos já devem saber, web 3.0 é, como a web 2.0,  mais uma denominação para algo que já se vem tentando fazer com a web há bastante tempo, torná-la semântica. logo, web 3.0 é a tão sonhada web semântica.

hoje, no ReadWriteWeb tem um post com 11 coisas para saber sobre a web semântica. o último item traz o ponto de transição, a ponte entre a web 2.0 e a web 3.0:

11. Semantic Web will leverage the “community” to add structure and this will use some techniques from first generation Social Networking. But it is very unlikely that Semantic Web will emerge from the walled gardens of current social networking sites. The winners will know how to motivate community to provide structure and will provide the tools that make the structuring so easy that nobody knows they are doing anything so boring as structuring. That is the big lesson from Web 2.0 that will be applied in the Semantic Web.

eu, que li o post na ordem início/fim e não hipertextualmente, lendo o item 4 pra depois ler o 2, o 8 e o 9 hehehe, ao ler o último item imediatamente me lembrei do primeiro:

1. You don’t need to apologize for calling it Web 3.0. Of course the Web does not upgrade in one go like a company switching to Vista. But there is a definite phase transition from current technologies. My personal Web 3.0 definition is “the combination of Web 2.0 mass collaboration with structured databases”.

Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, quando publicaram o artigo propondo a web semântica talvez nem imaginassem o que viria logo em seguida, com a questão da folksonomia. será? acho brabo hehehe. o fato é que depois que Berners-Lee entregou sua filha ao mundo, nada mais teve controle, no sentido de criação e adaptação. a apropriação social deu forma a instrumentos de publicação e logo a web se tornou web 2.0, já trazendo os indícios de uma web 3.0. enquanto os caras trabalhavam criando padrões para a publicação das páginas, a folksonomia surgiu através de ferramentas que foram disponibilizadas aos internautas e permitiram que além de inserir informação na web, eles passassem a gerenciá-la.

ao contrário de sistemas operacionais como o ruindows vista, que são desenvolvidos a portas fechadas e saem cheios de bugs que não podem ser consertados pelo usuário, a folksonomia como gerenciamento de informação é instantânea (alguns autores colocam como característica da prática o feedback imediato- Mathes, 2004; Udell, 2004; Quintarelli, 2005). essa tag não é boa? não é tão utilizada quanto você pensava? as pessoas não vão encontrar a informações através dessa tag? simples, troca. qualquer usuário está apto a modificar as etiquetas e assim, ao invés de um sistema pronto, estático, cujas alterações só podem ser feitas por programadores, sistemas folksonômicos se modificam instantaneamente ao surgimento das necessidades dos usuários.

não quero arruinar com os projetos do W3C, muito menos dizer que são inúteis, muito pelo contrário. a padronização na Rede é sim necessária, por mais descentralizado que o ambiente seja, mas o uso de formas padronizadas facilita o acesso, com certeza. o que me anima com a folksonomia é a apropriação social que causa a histeria de profissionais da informação que se escandalizam com a prática desse vocabulário descontrolado e tentam instaurar mecanismos de ordenação que não fazem o menor sentido num processo que pressupõe a liberdade de criação (alguns autores propõem a inclusão de tesauros, controle de tags e outras práticas que limitariam a criação de tags pelos usuários).

acho que é preciso amadurecer a folksonomia, incorporá-la em mecanismos de busca e em outras ferramentas e observar, atentamente, como os internautas vão se comportar com a possibilidade de estruturar a informação. quanto à web 3.0, me parece que o caminho é esse e que não estamos tão longe de um espaço virtual onde máquinas e seres humanos realmente interajam em torno dos significados. no momento em que se percebe a web como um espaço coletivo e não como um mar de páginas para serem meramente navegáveis e clicáveis é preciso também aceitar que não adiante fechar as portas, as janelas e baixar as cortinas pra que ninguém saiba o que está por trás de um sistema. de um jeito ou de outro o esquema vai ser burlado ou então perder a freguesia. a web 2.0 já vem com essa idéia de crença na inteligência coletiva e na utilização dos usuários como co-desenvolvedores. felizmente a colaboração tomou um caminho sem volta, começando na web 2.0 e sendo fundamental para a concretização da web 3.0, 4.0, 5.0….

Categorias: internet/web/web2.0
Tagged: , ,

caminhando no lixo

Fevereiro 14, 2008 · 2 Comentários

amanhã faz dois anos que eu me mudei pra porto alegre. então, já tenho conhecimento de causa pra poder tocar nesse assunto. está ficando cada vez pior andar nas ruas da cidade baixa, que dirá nas do centro* (eu moro na fronteira entre os dois bairros)**. além da proliferação de mendigos por metro quadrado, que deve crescer ao cubo todos os dias, a quantidade de lixo na rua é absurda.

é chato o que eu vou dizer e podem até me chamar de fresca, mas a verdade é que eu prendo a respiração a cada 10 passos que eu dou. ou isso ou eu dou uma golfada no meio da rua, em cima do mendigo, do lixo ou de algum vivente que estiver passando do meu lado. assim como lixo a céu aberto, mendigos fedem, e isso não é preconceito, é fato. podem perguntar pra qualquer plantonista de hospital que a resposta vai ser unânime. e o pior que o cheiro é o mesmo, independente do mendigo. é triste isso. mas mais triste ainda é ver a coisa se agravando e ninguém fazendo nada pra, pelo menos, amenizar a situação.

aqui do lado do meu apartamento fica o viaduto artur rocha, que aparece em várias propagandas. o que não aparece nas propagandas são as pichações, a sujeira e a quantidade de mendigos que praticamente moram ali embaixo (sem contar os loucos que passam gritando histericamente as 4h da manhã). dessa forma, diversas ruas do centro e da cidade baixa, em que essas pessoas moram, estão cheias de cocô e xixi, de GENTE. se fosse de cachorro eu até entenderia, considerando a falta de educação de gente que sai pra passear e não cata os dejetos do seu animal de estimação ou então os pobres cachorros de rua. porém, ninguém faz absolutamente nada quanto a isso.

a impressão que eu tenho é de que está cada vez pior, o lixo nas ruas aumentando, os mendigos se proliferando e tudo sendo jogado as traças. eu me pergunto porque não tem isso em outros bairros? “ah, porque são bairros mais nobres, que possuem vigias nas ruas que se encarregam de enxotar os mendigos”.  na cidade baixa também tem vigias em algumas ruas e mesmo assim a mendigada continua atravessada nas calçadas e o lixo continua na rua, em sacos estraçalhados por essa gente que não tem o que comer nem o que vestir, ou então jogado na chão mesmo.

passear com um cachorro nessa zona é tarefa árdua. tu tem que ficar olhando pro bicho o tempo inteiro, pois tem que cuidar pra ele não pisar em dejetos humanos, não comer ossos de galinha soltos pela calçada ou então não acordar um mendigo. ah, fora que esses dias tive que me jogar, com cachorro e tudo, pra um canto da calçada porque tinha uma mulher gritando sandices, correndo, que nem uma louca e atropelando quem vinha pela calçada, com um carrinho de super com uma criança dentro.

no início eu gostava de morar aqui. depois fui percebendo o quão desorganizada e mal-cuidada esta zona está ficando. até a rua dos antiquários que era tão ajeitadinha, tá um lixo!

e isso também não é só culpa do governo que não cuida da área, mas dos próprios moradores. há alguns meses atrás colocaram um cartaz no mural do meu prédio pedindo para as pessoas pararem de jogar, pela janela, ovos e baldes de água nas pessoas que passam na calçada. o cartaz também dizia que o porteiro da noite havia sido agredido por pessoas que foram atingidas pela brincadeira dos animais que moram aqui. sem contar que qualquer cartaz que colocam no elevador é riscado (deve ser pelos mesmos imbecis que jogam coisas nas pessoas). se eles fazem isso dentro do próprio prédio, imagina o que não devem fazer na rua! eu queria ver se as paredes do apartamento deles são riscadas também. por fim, ainda no meu prédio, tem gente que pensa que corredor é calçada e que as faxineiras do prédio são escravas. tem três latões gigantes na garagem do prédio: um, pra lixo seco, outro pra lixo orgânico e outro pra jornais e revistas. alguns idiotas, que não devem saber ler, deixam sacos e mais sacos de lixo no corredor, acho que esperando que o pessoal do caminhão do lixo entre no prédio e passe em 17 andares pra recolher tudo.

é lamentável. é por essas e outras que eu quero me mudar pra um bairro mais calmo, pra um prédio menor e sim, com vigia na minha rua. porque se depender do serviço público de lmipeza e segurança da cidade eu tô lascada.

* vou falar desses dois bairros, mas sei que em outros existem os mesmos problemas.

**por pouco tempo, se o universo conspirar ao meu favor.

Categorias: Uncategorized
Tagged: , , ,

feriadinho divertido

Fevereiro 4, 2008 · 3 Comentários

então que o felizardo do thiago pegou dois plantões de 24h no carnaval, um na sexta (saiu no sábado) outro no domingo (saiu hoje ao meio dia). como meus pais já voltaram da praia e eu não tinha nada pra fazer, resolvi me dar um carnaval de descanso. mentira! eu tinha um paper pra arrumar e um resumo pra escrever. mas eu fiquei procrastinando, jogando GH, caminhando com o tugo, fazendo unhas, vendo dvds, e hoje que tem o thiago em casa, até um amigo veio junto pra aproveitar o resto do carnaval, e cerveja rolando enquanto o GH bomba no segundo andar eu estou aqui empacada no resumo. que ótimo, não? sem contar que tá um baita dia e eu podia estar torrando no sol. cada vez que eu ouço o som de uma lata sendo aberta eu tenho vontade de morder o computador. porém, eu não teria essa vontade se tivesse um desses:

beer-server.jpg

vou acabar essa porcaria de uma vez, senão daqui a pouco me irrito e não mando resumo nem pra cacimbinhas!!

Categorias: Uncategorized
Tagged: , , , ,

google meme

Fevereiro 2, 2008 · Não Há Comentários

meme que a adri repassou:

vá no google e pesquise os primeiros resultados sobre o seu nome.

- link pra uma notícia bizarra onde uma médica Maria Clara Aquino foi entrevistada.
- link pro meu artigo na ciberlegenda do ano passado
- dois links pra posts meus no LIMC.
- link promeu blog velho
- link pro resultado de uma pesquisa pelo meu nome no respocom, da intercom. quem procurou me conhecia mesmo, pois usou até o sobrenome que eu não uso pra procurar ahahaha (”Aquino, Maria Clara Jobst de”)

quando coloco o nome inteiro vem o site do ppgcom e só em terceiro lugar o meu lattes :P

passo pra giseleh e pra penkala, porque elas me passaram uns memes que eu respondi, salvei aqui no wordpress e ainda não consegui achar pra publicar hehehe

Categorias: frivolidades
Tagged: ,