sem brincadeira. nem a minha dissertação foi tão sofrida como o último artigo que acabei de escrever. e isso não é marketing pré-aceite baseado em chantagem emocional hehehehe. deuzôlivre, mas foi praticamente um parto. me encarnei na coisa de tal forma que fui deitar `as 4h e pouco da manhã e só consegui pregar o olho depois das 6h. como era de se esperar, típico desse meu cérebro ansioso e maluco, como acontecia no colégio quando eu tinha prova de matemática na manhã seguinte, meu sono foi recheado com o artigo. sim, eu sonhava com o texto e tinha momentos em que eu fazia esquemas bizarros que só um nerd muito aficcionado poderia me traduzir.
enfim, acordei, enchi a cara de pizza e voltei pra cortar quase 2 mil caracteres que estavam excedendo o limite. das 13h `as 17h eu consegui fechar o artigo com uma folga de 55 caracteres ahahaha. mas por maior que tenha sido o sufoco eu ainda consegui produzir um glossário. ééé!!! viva a procrastinação durante o expediente!!!
e como uma boa pesquisadora de sistemas colaborativos na web 2.0, eu não poderia deixar de liberar a versão totalmente free, pra quem quiser usar e também contribuir pro crescimento do glossário deixando a sua dica nos comentários desse post
Super Glossário de Economia Textual 2.0*: aprenda a espremer toda sua argumentação em alguns milhares de caracteres sem deixar nenhuma idéia de fora, com a mc:
são emergentes substitua por emergem (da categoria: verbo + substantivo, adjetivo seja lá o ivo que for, não rola.)
utilização substitua por uso (da categoria: não empola, mané!)
dos, das substitua por de (da categoria: um caractere faz a diferença!)
por substitua por em (da mesma categoria acima)
dentro do(a) substitua por no(a) (da categoria: é muito mais simples, viu?)
sem qualquer espécie substitua por nenhuma ( da categoria: é mais feio, mas econômico!)
usuários da web/Internet substitua por internautas (da categoria: o Alex não gosta da palavra usuário :))
que advém de substitua por oriundo(a) (da categoria: fica fashion igual)
o autor afirma que/Fulano (2003, p. 4563) substitua por para o autor (da categoria: certamente você já citou o cara antes, então pára de citar o nome do infeliz trocentas vezes)
entre todos os elementos substitua por generalização (da categoria: não lembro como consegui isso, mas tava nas minhas anotações)
enfim, as substituições são várias, e formam uma lista maior que o mega texto que você está aí, há dois dias, tentando reduzir. vamos contribuir para a preservação do planeta e parar de imprimir essa quantidade absurda de caracteres! sejamos simples (olha quem fala), mas com conteúdo
eu devia ter anexado isso tudo no artigo pra ter mais chances de ser aprovada no congresso. talvez os pareceristas percebessem que, além do meu artigo, eu contribuí com a academia facilitando a escrita de textos, facilitando a vida dos autores que utilizando o glossário vão ter mais tempo pra produzir outros artigos ao invés de ficar horas diminuindo o mesmo texto ahuahauahauahaua. ou eu posso imprimir uma versão completa e distribuir nos congressos, o que acham?
* minha gente, tudo nessa vida hoje é 2.0. se não for, 3.0, 4.0… e mesmo que essa seja a primeira versão do meu glossário eu jamais colocaria um 1.0 no título. naaaaahhhh, 1.0 é coisa do passado, coisa de hipertexto sem intervenção, coisa de site todo enfeitado com pop-ups, banners e bonequinhos piscantes. o negócio agora é o hype da web 2.0 ahahahaha



